Papo Reto Cariri - Opinião, Notícias e tudo que acontece sem arrodeios
Luz, câmera, CARIRI !
date_range28/06/2018 às 20:37

    Quem nunca assistiu um filme e se identificou com o sotaque característico da sua terrinha, ou até mesmo um cenário que se passa perto da sua cidade. Às vezes estamos tão acostumados a resumir o Brasil em Rio e São Paulo que esquecemos que, além das grandes e belas cidades, temos o nosso Cariri com toda sua riqueza cultural pronto para ser enquadrado pelas câmeras de cineastas criativos!

    Em papo reto com Elvis Pinheiro, mediador de cinema que está por dentro das tendências cinematográficas, tanto em âmbito regional quanto em âmbito internacional, entendemos e compartilhamos melhor o contexto do cinema brasileiro. Sobretudo das produções nordestinas. E aqui conversamos com você sobre isso.

    “O nosso cinema regional tem um recorte importantíssimo, levando em consideração o caso de diretores como Kleber Mendonça Filho (O SOM AO REDOR e AQUARIUS), Cláudio Assis (AMARELO MANGA e A FEBRE DO RATO), Hilton Lacerda (TATUAGEM e CARTOLA - MÚSICA PARA OS OLHOS), isso para falar de alguns pernambucanos. Existem movimentos do cinema independente na Paraíba, aqui no Ceará de onde saem nomes como o de Karim Ainöuz (MADAME SATÃ, PRAIA DO FUTURO, O CÉU DE SUELY).” Diz Elvis.

A tendência está no regional.

    Diante desse recorte citado, refletimos sobre o regionalismo no sentindo em que o local de nascimento do realizador de um filme e o local onde a produção acontece é um ponto importante para os resultados das produções. Uma coisa é ver Cristo Redentor numa novela outra é ver o horto de meu padim Cícero Romão como cenário em um filme de ficção científica. (Se acha que fui longe demais, espere só para ver o que tão produzindo por aí, digo, por aqui.)

    O ponto é que o cinema regional vem para propor a descentralização em relação ao eixo sudeste. Não para descartá-lo. E, segundo Elvis, apesar das dificuldades de manutenção dos profissionais daqui permanecerem em constante atividade, as produções ainda sim não param.

O fluxo de produção é otimista.

    Graças aos editais o cinema brasileiro independente hoje consegue subsídios para se compor através de captação de recursos. Para você que quer produzir, vale a pena clicar no site da ANCINE, Ministério da Cultura, SECULT entre outras instituições que dão apoio às produções audiovisuais. 

    Dessa forma, você poderá participar de seleções as quais, se seu projeto passar, receberá recursos para que ele seja realizado. Tudo isso 

Impasses.

    Não devemos esquecer que para conquistar um espaço você passa por situações adversas. A principal é a própria distribuição do material desses produtores independentes.

“São poucas salas e todas comprometidas com os filmes de grandes distribuidoras. Por isso que o filme é feito, pago, ganha festival, mas o brasileiro não conhece esse trabalho. Tem gente que só pensa que filme no Brasil são os que tem ator global.” Alerta Elvis.

    Ser cineasta não é mole. Mas aqui vai uma dica:

Parcerias!

    O lance é colar nos seus parceiros profissionais. Como diz o mediador... 

    “Se a pessoa quer trabalhar com cinema, tem que se alinhar em grupos, onde uma pessoa detenha conhecimento de edição de imagens, o outro de edição e captação de som, outra pessoa manje de iluminação, outra de produção executiva e por aí vai.”

    Saber quais são as salas de cinemas alternativas da sua cidade, as pessoas e instituições que abrem esse tipo de espaço e, até mesmo, você e seu coletivo conseguir algum espaço próprio para exibições de filmes são práticas que podem ajudar na distribuição do seu material.

    É importante também saber quais são as cidades e os festivais de cinema nas redondezas que acontecem e dão apoio aos novos cineastas e até aos profissionais. 

    Quer saber quais são os próximos festivais? Clique aqui nesse link e você poderá ver todas as programações no Brasil e no exterior.

    Quanto às aos trabalhos que já foram realizadas na nossa região, fiquem atentos ao nosso canal pois toda semana noticiaremos mais sobre os diretores, produtores, cinéfilos e tudo que diz respeito ao cinema no Cariri.

 Por Júnior Cardoso, jornalista.


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Sobre
Jornalista formado pela UFCA, radialista desde 2013 com passagens por emissoras de rádio de Caririaçu e Juazeiro do Norte. Na televisão, realizei produção jornalistica para Tv Verde Vale de Juazeiro do Norte. No site Miséria, atuei como redator e editor de Cultura. Repórter do Portal News Cariri. Também prestando serviço de Assessoria de imprensa para instituições privadas, artistas e parlamentares.