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Adubo feito do cigarro é desenvolvido por estudantes do Cariri
O projeto será analisado pela Embrapa e com o tempo poderá ser utilizado pela agricultura na produção de alimentos.
date_range19/08/2018 às 10:13

Os estudante Beatriz Sampaio e Victor Bruno trabalham no processo de transformação do cigarro em adubo (Foto: Guto Vidal/Agência Miséria)

Por Rafael Pereira

Dois estudantes e um professor desenvolveram um adubo orgânico produzido a partir dos cigarros contrabandeados e apreendidos pela Receita Federal em Juazeiro do Norte. As toneladas dos produtos, confiscados em operações, são incineradas pelo órgão. Mas agora os produtos terão um destino ecologicamente sustentável, sem poluir o meio ambiente, e que pode ajudar na produção agrícola.

O projeto é orientado pelo professor Ricardo Fonseca, do Instituto Federal (IFCE) campus Juazeiro, e trabalhado pelos estudantes Beatriz Sampaio e Victor Bruno, ambos do ensino médio do Colégio Paraíso. O processo consiste na separação dos filtros e do fumo do cigarro, depois umedecidos com água para se transformar em uma massa pastosa, e em seguida transformados em adubo pelas minhocas. Todo o trabalho é desenvolvido pelo Minhocário Juá, localizado próximo ao distrito de Ponta da Serra em Crato, às margens da CE-392.

Segundo o professor Ricardo Fonseca, o adubo derivado dos cigarros é de alta qualidade e proporciona desenvolvimento para a planta. O teste foi submetido a uma flor, chamada Rosa do Deserto, que após 15 dias de acompanhamento ela se desenvolveu obteve um tamanho e uma coloração bastante avançados. “Ela cresceu, um verde escuro lindíssimo, um brilho, um viço impressionante.”

O próximo passo, para o estudante Victor Bruno, é a produção em larga escala para que o adubo seja usado nas plantações, pois já foi testado e tirado as conclusões de sua eficácia para aproveitamento na agricultura. “O que a gente procura agora é o aumento da escala de produção porque as fases de teste iniciais já foram realizadas com sucesso”, diz o estudante.

A Rosa do Deserto, com o uso do adubo, obteve características bastante desenvolvidas segundo Ricardo Fonseca (Foto: reprodução/ TV Miséria)

Marcos Alexandre, delegado da Receita Federal, contribui para que o projeto continue além de dar um destino adequado aos filtros de cigarro que são queimados. Ele diz sentir esperanças em encontrar uma solução viável e adequada aos produtos contrabandeados e contribuir com o meio ambiente. “A Receita (Receita Federal) olha com bons olhos para esse projeto e espera ansiosamente para que a gente chegue ao final dele e consiga transformar em uma ação em larga escala”, conclui.

A Embrapa aposta na ideia

Segundo o professor Ricardo Fonseca, quem gostou do projeto, e aprovou para realização de testes, foram os técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com o tempo a produção do adubo poderá, após aprovação, ser produzido em larga escala para comercialização e utilização na agricultura.

“Tendo essa aprovação da Embrapa, aí é vantagem do governo”, conclui o professor que está animado com a aprovação dos testes e da produção do adubo a partir do cigarro. Com isso o uso do novo húmus poderá ser usado pela agricultura e fazer uma destinação adequada do cigarro que antes eram incinerados com danos severos ao meio ambiente.

Com informações Ana Lima/TV Miséria

 


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Sobre
Jornalista formado pela UFCA, radialista desde 2013 com passagens por emissoras de rádio de Caririaçu e Juazeiro do Norte. Na televisão, realizei produção jornalistica para Tv Verde Vale de Juazeiro do Norte. No site Miséria, atuei como redator e editor de Cultura. Repórter do Portal News Cariri. Também prestando serviço de Assessoria de imprensa para instituições privadas, artistas e parlamentares.